David do Prado evidencia que, entre os principais desafios enfrentados por quem negocia veículos no mercado brasileiro, a proliferação de golpes e fraudes ocupa posição de destaque e exige atenção redobrada tanto de compradores quanto de vendedores. Muitas vítimas dessas práticas só identificam o problema depois que o prejuízo já está consumado, situação que poderia ser evitada com verificações simples realizadas antes da conclusão do negócio. Conhecer as modalidades de golpe mais comuns no setor automotivo é o primeiro passo para não se tornar mais uma estatística.
Clonagem de veículos e como identificar um carro adulterado
A clonagem consiste em atribuir a um veículo roubado ou furtado a identidade de outro bem de características similares, utilizando documentos e placas adulterados para dar aparência de regularidade ao bem. O comprador que adquire um veículo clonado pode ter o carro apreendido pela polícia sem qualquer direito a ressarcimento, além de responder a questionamentos legais relacionados à posse do bem. Identificar sinais de adulteração exige atenção a detalhes que escapam a olhares menos treinados.
Conforme elucida David do Prado, comparar o número do chassi gravado na lataria com o registrado no documento do veículo é um procedimento básico que pode revelar inconsistências importantes. O chassi deve estar presente em múltiplos pontos do veículo, e qualquer sinal de raspagem, solda ou recobrimento nessas regiões merece investigação antes da compra. Consultas em plataformas do Detran e do Senatran permitem cruzar as informações do veículo com os registros oficiais e identificar discrepâncias que indicam irregularidade.
Golpes em anúncios online e negociações remotas
O crescimento das plataformas digitais de compra e venda de veículos abriu espaço para um tipo específico de fraude que explora a distância entre vendedor e comprador. Anúncios com preços muito abaixo da média de mercado, vendedores que alegam urgência na venda, solicitação de sinal antes de qualquer visita presencial e recusa em realizar o test drive são sinais que devem acender o alerta do comprador. Em muitos casos, o veículo anunciado simplesmente não existe.

David do Prado reforça que nenhuma negociação de veículo deve ser concluída sem que o comprador veja e inspecione o bem pessoalmente. Transferências de valores antes da verificação presencial do veículo e dos documentos representam um risco que não se justifica sob nenhuma circunstância. Quando a negociação envolver vendedor em outra cidade, o deslocamento para a inspeção presencial ou a contratação de um despachante de confiança na localidade do bem são alternativas mais seguras do que confiar apenas em fotos e conversas à distância.
Documentação falsa e como verificar a autenticidade
A falsificação de documentos veiculares é uma prática que acompanha o mercado de usados há décadas e se sofisticou com o avanço das ferramentas digitais disponíveis para esse tipo de fraude. CRLVs adulterados, DUTs com dados inconsistentes e procurações falsas são instrumentos utilizados para transferir a responsabilidade legal do veículo ao comprador sem que este perceba a irregularidade no momento da transação.
Na avaliação de David do Prado, a consulta prévia ao histórico do veículo em plataformas oficiais é a forma mais eficaz de verificar a autenticidade das informações apresentadas pelo vendedor. Além disso, realizar a transação com a presença de um despachante habilitado, que conhece os procedimentos corretos de transferência e consegue identificar inconsistências documentais, reduz significativamente o risco de cair em fraudes desse tipo. Leia o artigo completo para saber mais sobre o assunto!
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
